A importância da compostagem

Dizem por aí que, enquanto criança, uma das melhores formas de se conectar com a natureza e adquirir anticorpos é pôr a mão na terra e se sujar, não é mesmo? Então por que deixar esse hábito de lado depois de adulto? E melhor ainda, por que não compostar?

A compostagem consiste em transformar a matéria orgânica (frutas, legumes, restos de comida, etc.) em matéria inorgânica, ou seja, um composto rico em nutrientes, o qual pode ser usado como adubo para hortas, jardins, e enriquecimento de solos degradados. Tal decomposição pode ser feita tanto por bactérias, no processo chamado termofílico, quanto através de minhocas, no famoso minhocário.

Os benefícios são muitos, a importância, também. Sabe-se que mais da metade dos resíduos produzidos pelos brasileiros é composta por matéria orgânica. A mesma que atrai vetores, acarreta odores, diminui a vida útil dos aterros sanitários e emite uma quantidade enorme de metano, 21 vezes mais poluente que o CO2, quando mal destinada.

Só pra se ter uma ideia, se todos os resíduos orgânicos descartados em um ano no Brasil fossem submetidos a processos de tratamento, como a compostagem, as emissões reduzidas seriam o equivalente à retirada de sete milhões de automóveis das ruas, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais.

Para além da redução da emissão de gases de efeito estufa, o que por si só se justifica, tem-se a geração de adubo e biofertilizante líquido orgânicos. São perfeitos para a solução de mais um grande problema ambiental da atualidade, a desertificação. Por meio da adubação, é possível não só recuperar áreas degradadas, como torná-las cultiváveis. É como diria Lavoisier: “Na natureza, nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”.